O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais na noite deste domingo (1º) para se pronunciar publicamente sobre sua recente viagem aos Estados Unidos e defender sua conduta após as eleições presidenciais.
Em publicação feita no X (antigo Twitter), intitulada ‘NOTA AO BRASIL’, o parlamentar acusou o Judiciário brasileiro de perseguição política, criticou a atuação da imprensa e afirmou ter recusado uma entrevista à TV Globo após a emissora não aceitar sua exigência de transmissão na íntegra.
“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”.
Alegação de perseguição e viagem ao exterior
Ao justificar sua ida aos Estados Unidos, o senador alegou que, apenas sete minutos após o anúncio oficial do resultado das urnas, a Justiça já teria expedido decisões com medidas cautelares contra ele com base em “mentiras”. Ele relatou ainda ter sido notificado oficialmente cerca de 12 horas depois, ao sair da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No texto (leia na íntegra abaixo) o parlamentar classificou o cenário institucional brasileiro como incompatível com um processo justo e imparcial, citando a situação de seu pai e a distância de seu irmão como exemplos do que considera perseguição judicial.
Próximos passos e entrevistas sem filtro
Por estar atualmente em solo norte-americano, Flávio afirmou encontrar-se em um país onde pode manifestar livremente suas opiniões sem o risco de ações policiais em sua residência. Para reforçar seu argumento, resgatou uma citação de 2016 do atual ministro do STF, Cristiano Zanin, afirmando que “não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos”.
O senador concluiu a publicação anunciando que, nos próximos dias, pretende conceder entrevistas sem cortes ou filtros a grandes veículos de imprensa nacionais e internacionais para apresentar sua versão dos fatos.
NOTA AO BRASIL
Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.
Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras.
Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre.
Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.
Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta.
Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016).
Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 1, 2026




























