Após o “não dou bola”, presidente diz ter pressa em obter vacina segura, eficaz e com qualidade

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\’Questão da responsabilidade por reações adversas de suas vacinas é um tema de grande impacto\’, diz Bolsonaro. Foto: Alan Santos

Um dia após dizer \”Eu não dou bola pra isso\”, ao ser questionado do fato de outros países já terem começado a vacinar sua população contra a Covid-19, Jair Bolsonaro publicou em suas redes sociais que o governo tem “pressa em obter uma vacina, segura, eficaz e com qualidade, fabricada por laboratórios devidamente certificados” contra a covid-19.

\”Ninguém me pressiona para nada, eu não dou bola para isso. É razão, razoabilidade, é responsabilidade com o povo, você não pode aplicar qualquer coisa no povo\”, afirmou o presidente no sábado (26).

Em postagem, dividida em tópicos, neste domingo (27), Bolsonaro afirmou que existem quatro laboratórios desenvolvendo estudos clínicos de vacinas no Brasil. 

O post, no entanto, ressalta que nenhum deles apresentou o pedido de uso emergencial ou de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Temos pressa em obter uma vacina, segura, eficaz e com qualidade, fabricada por laboratórios devidamente certificados. Mas a questão da responsabilidade por reações adversas de suas vacinas é um tema de grande impacto, e que precisa ser muito bem esclarecido”, afirma o presidente.
Bolsonaro afirmou ainda que, caso exercesse pressões pela vacina, seria acusado de interferência e irresponsabilidade.
“Tão logo um laboratório apresente seu pedido de uso emergencial, ou registro junto à Anvisa, e esta proceda a sua análise completa e o acolha, a vacina será ofertada a todos e de forma gratuita e não obrigatória”.

Em 17 de dezembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o Estado pode obrigar a vacinação contra a doença, desde que não use de força ou constrangimento para este fim.


VACINAÇÃO

Em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que todos os estados receberão a vacina simultaneamente. 

\”Independentemente da quantidade da vacina, ela será distribuída igualitariamente dentro da proporcionalidade dos estados\”. 

A previsão do Ministério da Saúde é que 24,7 milhões de doses de vacinas estejam disponíveis em janeiro. “O cronograma de distribuição e imunização é um anexo do nosso plano de imunização\”, disse Pazuello, ao acrescentar que o cronograma pode sofrer mudanças. 

\”Você faz a previsão quando contrata, mas às vezes adianta, às vezes atrasa, e a gente vai atualizando esse cronograma.\”

A expectativa de Pazuello é que alguns grupos prioritários comecem a receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no final de janeiro. A vacinação em massa deve começar a partir de fevereiro.

Segundo o ministro, a vacinação da população em geral deve começar cerca de quatro meses após o término da imunização dos grupos prioritários.

\’Vacina tem impacto que precisa ser bem esclarecido\’, diz Bolsonaro, se referindo à responsabilidade dos laboratórios por reações adversas.

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