Com 7 casos de covid confirmados em escola de Canoinhas, pais e professores se sentem inseguros

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Docentes ponderam as possíveis consequências se houver um maior número de transmissão do vírus no ambiente escolar. Foto: Google Street View

Na última segunda-feira (1º), após seis (6) casos suspeitos de Covid-19, a Escola de Educação Básica Gertrudes Müller, no bairro Piedade em Canoinhas, fechou as portas e passou por desinfecção, reabrindo já na terça-feira.

Nesta quinta-feira (4), postagens em redes sociais informam que de suspeitos, os casos passaram a confirmados, e subiu para sete (7) o número de servidores com o novo coronavírus.

O número de estudantes contaminados (que possívelmente há) é desconhecido, visto que na maioria das vezes os mais jovens não apresentarem sintomas, ficando impossível afirmar sem uma testagem.

INSEGURANÇA

Com medo, os docentes ponderam as possíveis consequências se houver um maior número de transmissão do vírus no ambiente escolar, seja aluno para professor ou vice versa.

Os educadores também enumeram as perdas, em um possível cenário de fechamento da escola:  prejuízos à aprendizagem, à convivência social e até o risco de danos graves à saúde mental e à nutrição dos alunos. 
Mas incertezas quanto ao enfrentamento da pandemia, à dificuldade de crianças cumprirem regras sanitárias e o número de infectados na escola fazem pais e professores se sentirem inseguros no cenário atual, em que não só o estado, mas todo o país passa por uma grande onda de transmissão do vírus.
PROTOCOLO

De acordo com o Plano Municipal de Contingência, divulgado pela Secretaria de Educação de Canoinhas, quando houverem casos nas escolas, o protocolo é identificar os contatos com casos confirmados e afastá-los preventivamente.

Na rede estadual, a orientação é fechar as escola por 14 dias, em caso de surto do coronavírus.

INSENSATEZ

Pais e professores questionam a segurança da volta das atividades nesse momento de recrudescimento da pandemia, com novas variantes potencialmente mais contagiosas em circulação em diferentes estados.

Por um lado, o governo alega que a volta às aulas em meio a pandemia da Covid-19 é segura e classificou a educação como atividade essencial.

As autoridades garantem que há um protocolo de biossegurança, preparado com a ajuda de especialistas da saúde, que permitiu a reabertura das escolas.

De outro lado, muitos pais já estão tirando seus filhos das atividades presenciais, pelo menos neste momento em que o risco de contágio está muito alto. Outros arriscam porque acreditam ser importante que os filhos voltem ao ambiente escolar e o consideram seguro.

Em meio a essa encruzilhada, estão as crianças e adolescentes. Muitos dependem da merenda para ter uma refeição. Há também os que encontram na escola um ambiente mais acolhedor, livre de abusos que muitas vezes sofrem até mesmo dentro de casa.

Está também o aprendizado e o desenvolvimento de toda uma geração. Mas a que custo?

Especialistas da saúde lembram que os alunos trocam material biológico e vão expor as pessoas de casa, mesmo sem saber, e defendem a volta às aulas só quando houver vacina. Para todos.

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