Os três estados do sul têm recordes de mortes em março

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Especialistas atribuem a lotação das UTIs a progressão rápida do vírus, especialmente da variante brasileira, e relaxamento da população.

Todos os estados do Sul, assim como o resto do Brasil, vêm sofrendo com um o colapso no atendimento de pacientes com coronavírus. Na terça-feira (16), a Fiocruz disse que o país passava pelo “maior colapso sanitário e hospitalar da história”.

Mesmo antes de o mês acabar, todos os estados da Região Sul do Brasil já bateram recordes de mortes por Covid-19 em março. Fora da região, Rondônia, no Norte, também bateu recorde.

O Paraná registrou, do dia 1º até terça-feira (16), 2.245 mortes por Covid-19.O recorde anterior do estado era de janeiro, quando 2.041 pessoas morreram durante todo o mês.

Em Santa Catarina, foram 1,6 mil mortes até a mesma data. O recorde anterior era de dezembro, quando 1.491 pessoas perderam a vida para a doença.

O Rio Grande do Sul registrou 3.214 óbitos. O recorde anterior do estado também era de dezembro, quando 2.059 pessoas morreram.

Em Rondônia, foram registradas 614 mortes até o dia 16. O recorde prévio era do mês passado, quando 606 pessoas morreram em todo o mês de fevereiro.

Apesar da alta nas mortes por coronavírus, o governador do RS, Eduardo Leite (PSDB), afirma que já registra menores taxas de contágio e de novos internados por dia em hospitais e analisa a retomada da cogestão do modelo de Distanciamento Controlado a partir de segunda-feira (22).

A ocupação nos leitos de UTI nesta quarta-feira atingiu 109%, o que representa 300 pessoas a mais do que a capacidade.

No PR, o governador Ratinho Junior (PSD) prorrogou até 1º de abril as medidas menos restritivas adotadas desde 10 março. Na terça (16), quando foi publicado o decreto de prorrogação, o estado teve o maior número de mortes por Covid-19 em um dia, com 310 registros.

Pelo decreto, continua em vigor o toque de recolher entre 20h e 5h. O comércio e serviços não essenciais podem funcionar com restrições em dias de semana. As aulas presenciais da rede estadual permanecem suspensas.

E, em SC, a escalada de contágio atinge todo o estado que, há três semanas, está no nível considerado mais grave para a transmissão da doença.

Nesta quarta (17),  442 pessoas esperam por um leito de UTI. Uma das regiões que mais preocupa é a Grande Florianópolis, onde 17 municípios se uniram e adotaram um decreto único que restringe a circulação de pessoas.

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL), disse que “temos que aprender a conviver com o vírus” e estuda reduzir as atuais restrições aos fins de semana, que incluem limitação de horários e lotação nos estabelecimentos.

Ele defendeu a vacinação como saída para o fim da crise sanitária.

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