Câncer de pele: brasileiros devem redobrar os cuidados no verão

A doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país.

A campanha deste ano do Dezembro Laranja, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), quer aliar os cuidados com a pandemia de covid-19 à prevenção do câncer de pele, com o tema “Adicione mais fator de proteção ao seu verão”.

Com a proximidade do verão, é natural que as pessoas queiram se expor um pouco mais a um lazer, ao meio ambiente, e podem estar sujeitas a riscos, como queimaduras solares e, por isso, devem se proteger também contra o câncer de pele.

O tipo de câncer de pele que requer mais atenção é o melanoma, que se caracteriza por ser uma mancha escura que cresce de forma assimétrica, com bordas irregulares, cores variadas em tons de marrom e preto e que, muitas vezes, vai atingir diâmetro maior que seis milímetros.

Melanomas. Imagem: Instituto do Câncer

A campanha recomenda que além do uso do álcool em gel, máscaras e respeito ao distanciamento social, a população deve adotar hábitos de fotoproteção (protetor solar)para garantir sua saúde de modo pleno.

O coordenador da campanha lembrou que o câncer de pele tem diferentes tipos e que, em caso de aparecimento de sinais e sintomas suspeitos – feridas que não cicatrizam, lesões que ficam sangrando, verrugas crescentes – o médico dermatologista deve ser consultado para fazer o diagnóstico precoce.

A doença

A Sociedade Brasileira de Dermatologia esclareceu que o câncer de pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Esse é o tipo de câncer mais comum no Brasil, informa o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

A doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, sendo os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) responsáveis por cerca de 180 mil novos casos da doença por ano.

Já o câncer de pele melanoma tem em torno de 8,5 mil casos novos por período. A incidência é maior do que os cânceres de próstata, mama, cólon e reto, pulmão e estômago.

O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais frequente na população, correspondendo a cerca de 70% dos casos. Se manifesta por lesões elevadas peroladas, brilhantes ou escurecidas que crescem lentamente e sangram com facilidade.

Por sua vez, o carcinoma espinocelular surge como o segundo tipo de câncer de pele de maior incidência no ser humano. Ele equivale a mais ou menos 20% dos casos da doença. É caracterizado por lesões verrucosas ou feridas que não cicatrizam depois de seis semanas. Podem causar dor e produzir sangramentos.

O melanoma, por sua vez, apesar de não ser o mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Apesar de corresponder a apenas 10% dos casos, é o câncer de pele mais grave, porque quadros avançados podem provocar metástases para outros órgãos do corpo humano e levar à morte.

Esse tipo é geralmente constituído de pintas ou manchas escuras que crescem e mudam de cor e formato gradativamente. As lesões também podem vir acompanhadas de sangramento.

Distribuição

Os números mostram que, entre 2013 e 2017, a proporção de novos diagnósticos de câncer de pele foi de aproximadamente 4 mil a cada ano. Entre 2018 e julho de 2021, o total de diagnósticos de câncer de pele registrados chegou a 184,09 mil, ou cerca de 46 mil ao ano.

Os estados que mais totalizaram casos de câncer de pele, entre 2013 e 2021, foram São Paulo, com 52,87 mil, Paraná (27,20 mil), Rio Grande do Sul (27,05 mil), Minas Gerais (22,66 mil) e Santa Catarina (16,97 mil).