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GAECO deflagra operação para apurar fraude do jogo do tigrinho

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Ordem judicial atende Ministério Público e bloqueia redes sociais com mais de 16 milhões de seguidores.

Na manhã desta terça-feira (14), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em conjunto com a 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque, deflagrou a Operação “Lance Final”.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. Uma das prisões foi da influenciadora catarinense Ianka Cristini. Com mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais, ela divulga conteúdos em que promete ensinar o caminho para ficar milionário. Além de Ianka, seu marido, o influenciador Bruno Martins, também foi preso.

Ianka Cristini – Foto: Reprodução

Em seus perfis nas redes sociais, Ianka diz ser multimilionária e promete ensinar os seguidores a ficarem ricos. “O que eu faturo no mês é o que eu levaria 40 anos”, afirma em uma das publicações. A infuenciadora publica ações promocionais e vídeos em família, com o marido e os filhos.

A ação, autorizada pela Vara Regional de Garantias de Itajaí, também resultou na indisponibilidade de bens de alto valor e no bloqueio de redes sociais dos investigados, que somam mais de 16 milhões de seguidores.

Entre os bens apreendidos estão imóveis de luxo, veículos de alta performance — como um McLaren 720 Spider, Cadillac Escalade blindado, BMW X6 e BMW M3 —, além do congelamento de ativos financeiros.

As ordens judiciais foram executadas em cinco municípios: Brusque e Balneário Camboriú em Santa Catarina, São Paulo (SP), Embu das Artes (SP) e João Pessoa (PB).

Esquema fraudulento de Jogos de Azar

As investigações apontam para um esquema sofisticado de fraude liderado pelos investigados, que utilizavam jogos de azar, especialmente o chamado “Jogo do Tigrinho”, para atrair vítimas. A fraude era baseada na apresentação de uma versão “demo” do jogo, simulando ganhos exorbitantes de maneira inverídica.

Essa estratégia incentivava seguidores a se cadastrarem e realizarem apostas, gerando lucro indevido para os responsáveis. O esquema permitia que os investigados recebessem vantagens tanto pelos cadastros efetuados quanto por uma porcentagem das apostas perdidas.

Apoio técnico e sigilo da investigação

A operação contou com o suporte técnico da Secretaria de Estado da Fazenda e da Polícia Científica de Santa Catarina. Até o momento, o caso tramita em sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas conforme os autos sejam tornados públicos.