A bancada do partido Novo protocolou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os parlamentares solicitam a apreensão do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica para o empresário, no âmbito das investigações da Operação “Sem Desconto”, que apura fraudes bilionárias em benefícios do INSS.
As suspeitas
Na última semana, a Polícia Federal informou ao STF que investiga se Lulinha seria sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como o líder do esquema criminoso. De acordo com a petição encaminhada ao ministro André Mendonça, haveria indícios de:
- Repasses Financeiros: Movimentações de até R$ 1,5 milhão atribuídas a empresas ligadas ao esquema.
- “Mesada”: Menções em diálogos de WhatsApp a uma suposta “mesada” de R$ 300 mil.
- Provas: A PF analisa registros de passagens aéreas, anotações e depoimentos de testemunhas que citam o nome do filho do presidente.
O outro lado
O líder do Novo na Câmara, Marcel van Hattem (RS), defendeu que as medidas são necessárias para evitar o risco de evasão do país. Por outro lado, a defesa de Lulinha nega veementemente qualquer envolvimento, classificando as suspeitas como “ilações” e afirmando que ele nunca teve qualquer relação com o INSS ou com os investigados. A defesa disse ainda que a ausência de inquérito da PF (Polícia Federal) contra o filho do presidente faz com que o pedido não tenha “fundamento jurídico”.
A investigação corre paralelamente à CPMI instalada no Congresso Nacional, que apura o desvio de valores de milhões de aposentados e pensionistas em todo o Brasil.



















