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Hytalo Santos e o marido pegam penas de até 11 anos por exploração de menores

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Hytalo e Euro ainda enfrentam processos na esfera trabalhista por acusações de tráfico de pessoas e condições análogas à escravidão.

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A Justiça da Paraíba condenou os influenciadores Hytalo Santos, e o marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, a penas de 11 anos e 4 meses e 8 anos e 10 meses de prisão, respectivamente, por produção de conteúdo com conotação sexual envolvendo menores de idade. A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, e tornada pública neste domingo (22).

De acordo com a decisão, os réus foram condenados com base no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica o crime de produção de cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. O Ministério Público da Paraíba sustentou que os influenciadores exploravam menores em vídeos publicados nas redes sociais com finalidade sexual.

Na sentença, o magistrado ressaltou que a configuração do crime não exige nudez integral ou contato físico, bastando que o contexto evidencie intenção sexual, conforme entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além das penas privativas de liberdade, a Justiça fixou indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil, considerando a gravidade dos fatos e a capacidade econômica dos condenados.

O caso ganhou repercussão nacional em agosto de 2025, após o youtuber Felca divulgar um vídeo denunciando a adultização de menores. As investigações tiveram início em 15 de agosto daquele ano, culminando na prisão preventiva de Hytalo Santos e Israel Vicente. Eles foram detidos inicialmente em São Paulo e posteriormente transferidos para um presídio na Paraíba, onde permanecem custodiados.

Prisão preventiva mantida

Na decisão, o juiz manteve a prisão preventiva dos réus, afirmando que seguem presentes os fundamentos que justificaram a medida cautelar. Segundo a sentença, o regime fechado é incompatível com a concessão de liberdade provisória.

A defesa informou que vai recorrer da condenação. Paralelamente, o Tribunal de Justiça da Paraíba analisa um pedido de habeas corpus, com julgamento previsto para ser retomado na terça-feira (24). Conforme os advogados, a sentença não interfere na apreciação do recurso.

O processo criminal corre em paralelo a ações na Justiça do Trabalho, nas quais Hytalo Santos e Israel Vicente também respondem por acusações de tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão a condições análogas à escravidão.

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