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Alunos do IFSC constroem casinhas para animais de rua em Canoinhas

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Projeto de extensão alia práticas construtivas ao bem-estar animal; abrigos foram doados à ONG Anjos de Patas para beneficiar animais em lares temporários e com tutores comunitários.

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O que começou como uma disciplina técnica no currículo do curso de Edificações do IFSC Câmpus Canoinhas tornou-se um exemplo de impacto social. Sob a orientação da professora Bruna Just Meller, alunos do 3º ano desenvolveram o projeto “Educação que transforma: entrega de abrigos e promoção do bem-estar animal”, unindo o aprendizado sobre estruturas e materiais à proteção de animais vulneráveis.

As casinhas foram erguidas durante as aulas de Técnicas e Práticas Construtivas. O desafio dos estudantes foi projetar abrigos que fossem, ao mesmo tempo, resistentes às intempéries do Planalto Norte e confortáveis para os animais.

Divulgação / IFSC

Na última terça-feira (17), o auditório do câmpus sediou a entrega oficial das unidades para a ONG Anjos de Patas. “Saber que poderíamos fazer uma boa ação foi uma motivação para tentar fazer algo que ficasse realmente bom para os animais”, relatou a estudante Manuely Teixeira.

Educação e conscientização

O evento de entrega não se limitou à doação física. Uma programação de palestras envolveu todas as turmas do curso para debater temas urgentes:

  • Adoção Responsável: Voluntárias da ONG explicaram o funcionamento do resgate e a importância do compromisso de longo prazo com o animal.
  • Bem-estar Animal: A professora de Agronomia, Carolina de Castro Santos, detalhou as necessidades biológicas e psicológicas dos bichos.
  • Legislação: Mariana Rodrigues, do Setor de Bem-Estar Animal da prefeitura, abordou as leis de proteção e o combate aos maus-tratos.

O impacto na ponta

Para a voluntária Beatriz Wzorek Alves dos Santos, da Anjos de Patas, a iniciativa é vital. “Uma casinha pode ser a diferença entre a sobrevivência e a morte para um animal de rua durante noites de frio ou chuva”, destacou. Além de oferecer abrigo imediato, o projeto ajuda a “quebrar o ciclo do abandono” ao levar o debate para dentro das famílias dos estudantes.

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