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STF tenta intimar Mário Frias em investigação sobre emendas e filme de Bolsonaro

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Oficiais de justiça não encontram deputado há mais de um mês; denúncia de Tabata Amaral aponta suposto uso de verba pública para financiar produtora da obra “Dark Horse”.

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Há mais de um mês, oficiais de justiça tentam cumprir uma determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para intimar o deputado federal Mário Frias (PL-SP). O parlamentar deve prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares a empresas ligadas à produtora do filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação foi motivada por uma denúncia da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que acusa Frias de destinar ao menos R$ 2 milhões à ONG Academia Nacional de Cultura (ANC). A entidade é presidida por Karina Ferreira da Gama, que também comanda a Go Up Entertainment, produtora responsável pela cinebiografia de Bolsonaro.

Segundo os autos, oficiais estiveram no gabinete de Frias em Brasília por três vezes, mas foram informados por assessores que o deputado estaria em compromissos de campanha em São Paulo.

O esquema das emendas e a defesa dos parlamentares

A denúncia sugere a existência de um grupo econômico composto por diferentes entidades sob comando único, o que dificultaria a rastreabilidade do dinheiro público. Além de Frias, os deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) também foram citados por destinarem recursos à mesma rede de entidades.

Ao contrário de Frias, Bia Kicis e Pollon entregaram seus esclarecimentos ao STF dentro do prazo. Ambos admitiram a indicação de recursos (R$ 150 mil e R$ 1 milhão, respectivamente) para projetos culturais da mesma produtora, mas alegaram que as verbas não foram executadas por incapacidade técnica da entidade beneficiária.

Pollon redirecionou o montante para a saúde, enquanto Bia Kicis classificou a acusação como “maldosa”, negando qualquer conexão entre sua emenda e o filme Dark Horse.

Revelações sobre o financiamento privado e o Banco Master

Nesta quarta-feira (13), novos desdobramentos surgiram com a divulgação de áudios pelo site The Intercept Brasil. As gravações revelam que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado cerca de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para custear a produção do filme. Deste total, Vorcaro teria liberado ao menos R$ 61 milhões.

As mensagens foram trocadas pouco antes de o banqueiro ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras. Nos áudios, Flávio menciona a importância do filme e a urgência de pagamentos para parcelas atrasadas da produção.

Mário Frias defende “padrão Hollywood” e nega dinheiro público

Em nota oficial, Mário Frias, que é roteirista e produtor executivo da obra, negou que o filme tenha recebido recursos do Banco Master ou verbas públicas. Ele afirmou que a produção é financiada integralmente por capital privado e que a relação com investidores é estritamente particular.

Frias justificou o alto custo da obra — estimado em valores superiores aos R$ 45 milhões do premiado Ainda Estou Aqui — afirmando que Dark Horse é uma superprodução com “qualidade inédita” e profissionais de renome internacional. O filme tem previsão de estreia para setembro de 2026, pouco antes do primeiro turno das eleições.

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