O Partido Novo oficializou, em evento realizado nesta segunda-feira (27), na capital federal, a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República.
A cerimônia foi marcada pela exaltação da gestão mineira, duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o anúncio da estratégia para ampliar a presença da legenda no Congresso Nacional. A definição de quem ocupará a vaga de vice na chapa, contudo, segue em aberto.
Durante o evento, Zema voltou a intensificar o tom de suas declarações direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pré-candidato defendeu abertamente a renovação de cadeiras no Senado Federal como caminho para viabilizar eventuais processos de impeachment contra integrantes da Corte.
Críticas diretas e alvos no STF
Em entrevista concedida ao portal Metrópoles ao fim do evento, o ex-governador reiterou declarações polêmicas de que “três frutas podres” precisam ser removidas do Supremo. Zema citou episódios recentes envolvendo ministros sem mencioná-los nominalmente no discurso principal, referindo-se a transações imobiliárias, contratos de advocacia e patrocínios a eventos jurídicos.
“Aí, todos andaram no jatinho do banqueiro bandido, todos enriquecendo por causa do banqueiro bandido. O brasileiro está com isso na garganta. A crise já está instalada e para resolvê-la nós precisamos, para o bem do Supremo e do Brasil, eliminar essas frutas podres”, afirmou Zema.
As declarações de Zema faziam referência indireta aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
Questionando o cenário institucional, o ex-governador completou: “Será que o Brasil vai continuar sendo essa republiqueta ou essa república de bananas, onde alguns enriquecem enquanto o brasileiro está aí, o mais endividado da história, lutando para pagar suas contas?”.

















