IBGE: 21,9 milhões de brasileiros fizeram teste para Covid e 4,8 milhões deram positivo

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O IBGE divulgou nesta sexta-feira (23), os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD COVID-19, para o mês de setembro de 2020.

A pesquisa foi implementada em plena pandemia com o objetivo de obter informações sobre os sintomas referidos associados à síndrome gripal, como também para ser utilizada como instrumento de avaliação e monitoramento do combate aos efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho brasileiro.

No decorrer da pesquisa foram introduzidos novos temas, entre eles: a realização de algum teste para identificar a COVID-19 e o resultado do exame.

Três tipos de testes são abordados pela pesquisa: o SWAB, exame em que o material é coletado com cotonete na boca e/ou nariz; o teste rápido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do braço. 
Dos 21,9 milhões de pessoas que fizeram o teste, 8,8 milhões fizeram SWAB e, destas, 2,3 milhões receberam diagnóstico positivo.

RESUMO – BRASIL

  • 21,9 milhões de pessoas fizeram algum teste de diagnóstico de Covid-19 até setembro, o equivalente a 10,4% da população do país(até agosto, 17,9 milhões haviam feito o teste e 3,9 milhões receberam o diagnóstico da doença)
  • O maior percentual de realização dos testes está entre as pessoas com maior renda: 25,1% das pessoas que recebem quatro ou mais salários mínimos
  • Entre as pessoas que fizeram o teste, 4,8 milhões foram diagnosticadas com Covid-19.
  • O Distrito Federal (22,2%) foi a Unidade da Federação com maior percentual de pessoas que fizeram testes, seguido por Piauí (17%) e Goiás (16%). Pernambuco tinha o menor (6,8%).
  • Em setembro, 9,2 milhões relataram ter algum sintoma de síndrome gripal, o que representa 4,4% da população.
  • O percentual de domicílios onde algum morador recebeu auxílio para combater os efeitos da pandemia foi de 43,6% no país, sendo maior no Norte (59,8%) e no Nordeste (58,8%).
  • População desocupada chega a 13,5 milhões de pessoas e taxa de desocupação sobe para 14%
RESUMO – SANTA CATARINA

  • 9,2% da população catarinense fez algum tipo de teste para diagnosticar Covid-19
  • Em 603 mil domicílios algum morador recebeu o auxílio – 17 mil a menos do que em agosto – e em 1,9 milhão de domicílios ninguém recebeu auxílio
  • Diminuiu a diferença entre os rendimentos normalmente e efetivamente recebidos em setembro 
  • O Nível da Ocupação – proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas com idade de trabalhar – foi de 57,6%. Santa Catarina teve o maior nível da ocupação entre os estados, com crescimento de 0,5 ponto percentual em relação a agosto (57,1%)
  • A taxa de desocupação catarinense em setembro foi de 7,8% – ante 8,2% em agosto. Foi a menor taxa de desocupação entre os estados.
  • Entre as 3,72 milhões que estavam na força de trabalho, havia 290 mil pessoas desocupadas em setembro – 15 mil a menos do que em agosto
  • A taxa de informalidade foi de 20,3% em setembro – percentual igual ao de agosto.
  • 269 mil pessoas trabalhavam remotamente – 11 mil a menos do que em agosto.
  • População não ocupada por conta da pandemia diminui. 8,4% das pessoas fora da força de trabalho não estavam ocupadas e não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar. Santa Catarina teve o menor percentual entre todos os estados – único abaixo de 10%.

Fonte: Unidade Estadual do IBGE em Santa Catarina

O número de pessoas que fizeram algum teste de diagnóstico da Covid-19 chegou a 21,9 milhões em setembro, o equivalente a 10,4% da população do país.