IFSC obtém patente industrial de plataforma para estudantes cadeirantes

O equipamento consiste em uma plataforma, totalmente automatizada, que permite ao cadeirante se movimentar nos laboratórios.

Um equipamento para acessibilidade de cadeirantes em aulas práticas da educação profissional e tecnológica é a quinta patente concedida ao Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O deferimento foi para um protótipo desenvolvido no Câmpus Araranguá da instituição.

O protótipo começou a ser desenvolvido em 2009, pelos professores Daniel João Generoso, Fábio Evangelista Santana, Andrei Morsch Franco e pelos então alunos Jaderson Machado, Mateus Gabriel Bosa e Thainá Martins.

A ideia era desenvolver um equipamento que possibilitasse a movimentação de estudantes cadeirantes em laboratórios que possuem máquinas mais altas, muitas vezes operadas de pé, envolvendo diferentes cursos do Câmpus.

Inicialmente, o protótipo foi testado em um torno mecânico, usado no curso técnico em Eletromecânica, num tear circular, usado no curso técnico em Têxtil e também na estamparia, usada pelos cursos da área de Moda.

O equipamento consiste em uma plataforma, totalmente automatizada, que permite ao cadeirante se movimentar nos laboratórios, girar sobre o próprio eixo e também ajustar a altura da plataforma de acordo com a necessidade.

Utilizando essa plataforma, o cadeirante não precisa sair de sua cadeira enquanto manuseia diferentes equipamentos do laboratório, podendo assim estudar com mais autonomia.

Professor do curso técnico em Eletromecânica do Câmpus Araranguá do IFSC, Fábio Santana explica que a patente foi concedida porque não foram encontrados produtos que solucionassem o problema apresentado. A patente também é a coroação de um longo trabalho coletivo.

“A patente garante os direitos autorais aos inventores. Além disso, demonstra uma conquista, pois todo o processo para obtenção da patente é bem rigoroso. Termos a patente cedida significa que nosso projeto é uma invenção e possui aplicação industrial. Precisamos agora de empresas interessadas em produzir o equipamento. Sempre imaginei pelo menos um equipamento em cada um dos câmpus dos institutos federais no Brasil”, afirma.

O IFSC conta atualmente com cerca de 50 processos ativos protocolados junto ao INPI, entre pedidos de patentes e modelos de utilidade, como são chamados objetos de uso prático que podem ter aplicação industrial.

Em 2019 foram dez processos protocolados. Em 2021, são seis pedidos já protocolados e outros cinco em fase de elaboração.