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Com R$ 90 bilhões para gastar, Lula ganha a eleição?

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Análise aponta que medidas buscam atingir metade da população, mas enfrentam resistência em temas como segurança pública e corrupção.

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Em artigo publicado pela CNN Brasil, o jornalista e cientista político William Waack analisa a estratégia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o ano de 2026.

Segundo Waack, o governo espera injetar cerca de R$ 90 bilhões na economia, um montante que, segundo o analista, funciona na prática como um combustível para a campanha eleitoral.

O “Pacote de Bondades”

O jornalista lista uma série de programas que compõem esse pacote, visando o alívio financeiro imediato de diversas faixas da população:

  • Auxílios Sociais: Programas como o Gás do Povo e a Tarifa de Eletricidade Social.
  • Alívio Financeiro: Isenção de Imposto de Renda e crédito consignado facilitado.
  • Consumo e Mobilidade: Linhas de crédito para casa própria, compra de motocicletas e até a redução do custo para tirar a CNH.

Waack estima que essas medidas podem atingir até 115 milhões de pessoas — metade da população brasileira.

Entretanto, ele alerta para o preço dessa conta: desde o início do terceiro mandato de Lula, a dívida bruta brasileira subiu dez pontos percentuais, uma trajetória que o jornalista classifica como “insustentável” para as contas públicas.

O fator extracampo: Segurança e Corrupção

Apesar da montanha de dinheiro injetada, Waack questiona se os R$ 90 bilhões serão suficientes para garantir o sucesso eleitoral. Para ele, o problema atual do governo está fora da economia e reside em dois fatores interligados que preocupam o eleitor:

  1. Segurança Pública: Esta é a preocupação central do eleitorado, seguindo uma tendência vista em países vizinhos onde a oposição venceu ao focar no combate ao crime.
  2. Sensação de Impunidade: O analista cita um clima de “está tudo dominado”, alimentado pelo avanço do crime e escândalos de corrupção, mencionando como exemplo atual o caso do Banco Master.

Para Waack, enquanto o governo foca no bolso do cidadão, ainda patina para encontrar respostas eficazes à sensação de insegurança e aos escândalos que cercam o país.

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