A Polícia Civil de Santa Catarina prestou esclarecimentos nesta sexta-feira (6) sobre o vídeo do adolescente apontado como agressor do cão Orelha.
Segundo a corporação, o frame divulgado recentemente, que mostra o jovem saindo do condomínio, teve caráter “meramente ilustrativo” e foi produzido em parceria com a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) para exemplificar o monitoramento local.
A investigação detalhou que o adolescente realizou diversos deslocamentos na madrugada de 4 de janeiro.
O crime teria ocorrido por volta das 5h30, intervalo em que o jovem saiu do prédio (5h25) e retornou (5h58). O frame que circulou na mídia, no entanto, registrava uma saída posterior, às 6h35, o que, segundo a polícia, não altera as conclusões do inquérito.
Novas diligências
Paralelamente, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou que requisitará diligências complementares.
As promotorias das áreas Criminal e da Infância e Juventude concluíram que a reconstrução dos fatos precisa de maior precisão e detalhamento.
A investigação apura não apenas os maus-tratos contra o animal, mas também a possível participação de adolescentes em atos infracionais. Além disso, o MPSC investiga denúncias de coação e ameaças contra um porteiro de um condomínio da região, envolvendo familiares dos investigados.
Sigilo e Estrutura
Por envolver adolescentes, o processo tramita sob sigilo rigoroso, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para garantir a eficácia da apuração, o MPSC colocou à disposição das promotorias o CyberGAECO (especializado em crimes digitais) e o GEDDA (Grupo Especial de Defesa dos Direitos dos Animais). O objetivo é confirmar se as agressões relatadas têm relação com outros crimes investigados na área criminal.











