A Polícia Militar de Santa Catarina iniciou, nesta semana, a Operação Quaresma, uma ofensiva estratégica para prevenir e reprimir a Farra do Boi em todo o litoral catarinense. A operação, que se estende até o dia 5 de abril, atua no cumprimento da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998) e conta com o apoio da Cidasc para o monitoramento do transporte de animais e da Vigilância Sanitária.
Embora historicamente associada a tradições locais, a prática é crime de maus-tratos e gera multas pesadas.
De acordo com a Lei Estadual nº 17.902/2020, quem promove ou divulga a farra pode ser multado em R$ 20 mil. Para participantes, proprietários de veículos de transporte ou donos de imóveis que cedem espaço para o ato, a multa é de R$ 10 mil, com valores dobrados em caso de reincidência.
Balanço e redução progressiva
Os números de 2025 revelam que a prática está perdendo força devido à fiscalização constante:
Apreensões: 5 animais foram recolhidos ou encaminhados durante o período.
Ocorrências totais: Apenas 6 casos registrados (Bombinhas, Governador Celso Ramos e São João Batista).
Foco geográfico: A fiscalização será reforçada nas cidades que ainda apresentam resistência à proibição, especialmente nas regiões de Governador Celso Ramos e Bombinhas.

















