Um menino de 7 anos morreu na tarde de segunda-feira (9) após uma trave de futebol tombar sobre sua cabeça na Escola Municipal Rural Cândido Xavier, na comunidade de Guampará, em Marquinho, região central do Paraná.
Segundo a prefeitura, o aluno participava de atividades recreativas quando se pendurou na estrutura, que tombou sobre ele. Ele chegou a ser socorrido, inconsciente e com hemorragia, e levado à unidade de saúde que fica ao lado da quadra esportiva, mas morreu no local.
Este é o segundo caso idêntico registrado no estado em apenas três meses. Em novembro de 2025, o jovem Eliedson Maciel dos Santos, de 12 anos, também faleceu após a queda de uma trave no município de Ibema.
Advogados denunciam “Risco Sistêmico”
A nova tragédia gerou uma reação imediata dos advogados da família de Eliedson (vítima do caso anterior). Em nota pública emitida nesta terça-feira (10), a defesa manifestou inconformismo com a tentativa de arquivamento do inquérito de Ibema sob a tese de “culpa exclusiva da vítima”.
“A repetição desses episódios prova que não estamos diante de fatalidades isoladas, mas de um problema estrutural. Não são as crianças que erram ao brincar; são os equipamentos que falham ao não oferecerem a segurança mínima”, afirmam as advogadas Cryslaine Arossi e Marcia Aparecida Duarte de Faria.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) investiga o caso de Marquinho e deve ouvir diretores da escola e responsáveis pela manutenção da quadra nos próximos dias.
















