telemedicina

tres_barras

Volta às aulas: como lidar com casos de piolho nas crianças

Avatar photo
Conhecida como pediculose, infestação não está ligada à falta de higiene; contato direto entre crianças em ambiente escolar é a principal forma de transmissão.

LEIA TAMBÉM

– O início do ano letivo traz de volta um desafio comum para pais e educadores: a pediculose. Embora cercada de estigmas, a infestação por piolhos não escolhe classe social e não está ligada à falta de higiene pessoal. Na verdade, o piolho tem preferência por cabelos limpos, onde consegue se fixar melhor na haste do fio para se alimentar.

O principal obstáculo para a erradicação do problema em ambientes escolares é o compartilhamento de objetos e o contato físico próximo. Entender o ciclo biológico do inseto e adotar as medidas corretas de higiene ambiental são as únicas formas de garantir que a criança não sofra com reinfestações sucessivas.

O Ciclo de 30 dias: Por que o tratamento falha?

Muitas famílias interrompem o cuidado assim que param de ver piolhos vivos, mas o segredo está nas lêndeas.

  1. Lêndeas (ovos): Levam de 7 a 10 dias para nascer. Elas são resistentes à maioria dos xampus e precisam ser removidas manualmente.
  2. Ninfas: Após nascerem, levam 12 dias para virar adultos.
  3. Adultos: Vivem até 30 dias e uma única fêmea pode colocar centenas de ovos.
  • A regra de ouro: Se você tratou hoje, deve repetir o processo em 7 dias para matar os piolhos que nasceram das lêndeas que sobreviveram à primeira aplicação.

Dicas práticas para o tratamento eficaz

  • O pente fino é soberano: Use-o diariamente com o cabelo úmido e condicionado. O condicionador “paralisa” temporariamente o piolho, facilitando a retirada.
  • Higiene da casa: Lave roupas de cama, toalhas e bonés em água quente (acima de 60°C). Objetos que não podem ser lavados devem ser selados em um saco plástico por 48 horas (o piolho morre sem se alimentar de sangue após esse período).
  • Evite receitas caseiras: O uso de querosene, álcool ou inseticidas de jardim é extremamente perigoso e pode causar queimaduras graves e intoxicação em crianças.

Impactos além da coceira

Se não tratada, a pediculose pode evoluir para infecções bacterianas na pele devido ao ato de coçar com as unhas sujas, além de causar anemia em casos severos de infestação prolongada e prejuízo emocional pelo isolamento social da criança.

Notícia Anterior

"MORTE FICTA"
Justiça dá 10 dias para defesa de Bolsonaro responder a pedido de expulsão do Exército

VOCÊ VIU?