– O início do ano letivo traz de volta um desafio comum para pais e educadores: a pediculose. Embora cercada de estigmas, a infestação por piolhos não escolhe classe social e não está ligada à falta de higiene pessoal. Na verdade, o piolho tem preferência por cabelos limpos, onde consegue se fixar melhor na haste do fio para se alimentar.
O principal obstáculo para a erradicação do problema em ambientes escolares é o compartilhamento de objetos e o contato físico próximo. Entender o ciclo biológico do inseto e adotar as medidas corretas de higiene ambiental são as únicas formas de garantir que a criança não sofra com reinfestações sucessivas.
O Ciclo de 30 dias: Por que o tratamento falha?
Muitas famílias interrompem o cuidado assim que param de ver piolhos vivos, mas o segredo está nas lêndeas.
- Lêndeas (ovos): Levam de 7 a 10 dias para nascer. Elas são resistentes à maioria dos xampus e precisam ser removidas manualmente.
- Ninfas: Após nascerem, levam 12 dias para virar adultos.
- Adultos: Vivem até 30 dias e uma única fêmea pode colocar centenas de ovos.
- A regra de ouro: Se você tratou hoje, deve repetir o processo em 7 dias para matar os piolhos que nasceram das lêndeas que sobreviveram à primeira aplicação.
Dicas práticas para o tratamento eficaz
- O pente fino é soberano: Use-o diariamente com o cabelo úmido e condicionado. O condicionador “paralisa” temporariamente o piolho, facilitando a retirada.
- Higiene da casa: Lave roupas de cama, toalhas e bonés em água quente (acima de 60°C). Objetos que não podem ser lavados devem ser selados em um saco plástico por 48 horas (o piolho morre sem se alimentar de sangue após esse período).
- Evite receitas caseiras: O uso de querosene, álcool ou inseticidas de jardim é extremamente perigoso e pode causar queimaduras graves e intoxicação em crianças.
Impactos além da coceira
Se não tratada, a pediculose pode evoluir para infecções bacterianas na pele devido ao ato de coçar com as unhas sujas, além de causar anemia em casos severos de infestação prolongada e prejuízo emocional pelo isolamento social da criança.











