O Ministério Público Federal (MPF) oficializou um pedido de informações ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) referente às obras de manutenção, conservação e recuperação do trecho da rodovia BR-280 que liga os municípios de Mafra (SC) e União da Vitória (PR).
Além das explicações, o MPF requereu a cópia do plano anual de trabalho e orçamento, bem como o termo de referência do contrato firmado entre a autarquia federal e a empresa Neovia Infraestrutura Rodoviária, responsável pela execução dos serviços na pista.
A medida é fruto de um inquérito civil instaurado pelo procurador da República Carlos Augusto de Amorim Dutra a partir de denúncias da comunidade. O documento aponta que, mesmo após serviços recentes de recapeamento, a BR-280 segue apresentando diversos buracos, trincas, desnivelamentos no asfalto e sérias falhas de acabamento.
A denúncia ressalta ainda que reclamações foram formalizadas junto ao Dnit em 2023 e 2024, mas o órgão deu apenas respostas evasivas, sem soluções concretas no trecho.
Eixo logístico essencial para o Planalto Norte
O procurador responsável pelo caso destacou a urgência de respostas eficientes por parte das autoridades e da concessionária diante dos riscos aos motoristas e do impacto econômico:
“A importância logística da rodovia e o tráfego diário de veículos exigem especial atenção dos órgãos públicos e empresas contratadas pelas obras em toda a sua extensão”, reforçou Carlos Augusto Dutra.
A BR-280 (Rodovia Luiz Henrique da Silveira) é considerada uma das artérias vitais para a economia do Norte e Planalto Norte catarinense. Com 634 km de extensão, a rodovia conecta o Porto de São Francisco do Sul até a divisa com o Paraná, sendo a principal rota de escoamento da produção dos polos industrial, têxtil, moveleiro e do agronegócio regional.
































