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Deputado questiona gastos de milhões com anúncios em redes sociais pelo governo federal

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Parlamentar aciona TCU e pede esclarecimentos à Secom sobre investimento de R$ 22 milhões nos últimos 90 dias; tema se soma a controvérsias sobre publicidade estatal.

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nesta quintra-feira (2), para questionar o volume de recursos aplicados pelo governo federal em anúncios nas plataformas da Meta (Facebook e Instagram). Segundo o parlamentar, dados públicos indicariam um gasto de R$ 22 milhões no período de 90 dias (entre os dias 1° de abril e 29 de junho). “O valor chama atenção por si só. Mas chama ainda mais por ocorrer em ano eleitoral e justamente nas redes sociais que o próprio governo tenta, a todo custo, censurar sob o pretexto de ‘regulamentação‘”, disse o deputado.

“Quando é para censurar as redes, dizem que elas são uma ameaça. Quando é para gastar milhões fazendo propaganda nelas, aí parecem funcionar muito bem”, afirmou o deputado em sua postagem.

Em recortes mais recentes, os gastos feitos pelo governo federal em propaganda nas redes são igualmente vultosos. Nos últimos 30 dias, por exemplo, a gestão de Lula pagou R$ 7,9 milhões para a plataforma, o que representa um gasto médio diário de cerca de R$ 260 mil.

No entanto, o número mais expressivo é o registrado dos últimos sete dias, quando o governo Lula gastou R$ 4,5 milhões com anúncios na Meta, uma média de cerca de R$ 640 mil por dia.

Diante dos números, o parlamentar anunciou a adoção de medidas de controle: “Protocolei pedido de informações à Secom para esclarecer quais órgãos gastaram, em quais campanhas, por meio de quais agências e com quais critérios de segmentação. Também vamos protocolar um Pedido de Fiscalização e Controle para que o TCU audite esses valores”.

Reprodução / X / Nikolas Ferreira

Investigações no TCU sobre gastos de R$ 80 milhões

O questionamento do deputado ocorre em um cenário de maior atenção sobre os gastos da Secretaria de Comunicação Social (Secom). No mês passado, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) apresentou uma representação solicitando a suspensão e investigação de outra campanha publicitária governamental: aquela focada no fim da escala de trabalho 6×1.

Na representação, o subprocurador Lucas Rocha Furtado aponta que o montante de R$ 80 milhões destinados a essa ação poderia apresentar “desvio de finalidade” e “promoção política”, carecendo de transparência. Furtado argumenta que o conteúdo não se limitaria a informar sobre direitos, mas sim construir uma narrativa de exaltação governamental.

A Justiça Federal do Distrito Federal também já havia se posicionado anteriormente, determinando a suspensão de impulsionamentos pagos.

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