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Flávio Bolsonaro afirma que aceitará resultado das urnas e prevê TSE imparcial

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Em entrevista ao programa Canal Livre, candidato do PL à Presidência apontou confiança na imparcialidade do TSE, admitiu erro sobre urnas e criticou decisões do STF.

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O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou que pretende aceitar o resultado das eleições de outubro deste ano. Em entrevista concedida ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, exibida na noite deste domingo (02), o parlamentar declarou acreditar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuará com imparcialidade no pleito — conduta que, segundo ele, não teria ocorrido na eleição de 2022.

“Eu vou aceitar. Eu vou concorrer com essas regras e tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, afirmou Flávio durante o programa.

Aprimoramento do sistema eleitoral e retificação sobre urnas

Ao abordar suas declarações recentes a diplomatas e ao público sobre o sistema de votação, Flávio sustentou que suas manifestações buscam reforçar mecanismos de proteção e transparência, descartando tratar o posicionamento como um ataque direto às urnas eletrônicas.

No mesmo contexto, o candidato reconheceu ter cometido um equívoco ao declarar anteriormente que a empresa Smartmatic seria a fabricante dos equipamentos físicos utilizados no país. O parlamentar admitiu que os aparelhos são produzidos pela Positivo, mas manteve a tese de que a empresa multinacional teria participado de etapas secundárias do processo, como o treinamento de pessoal.

Segurança pública: quadruplicação de penas e trabalho presidiário

No campo das propostas para a segurança pública, o candidato do PL defendeu um forte endurecimento das punições para crimes patrimoniais urbanos, com foco no combate ao roubo, furto e à receptação de telefones celulares.

  • Aumento de penas: Proposta de quadruplicar a pena mínima para furto de celular ou receptação, elevando o patamar mínimo para 8 anos de reclusão;
  • Trabalho no sistema prisional: Obrigatoriedade de trabalho para detentos durante o cumprimento da pena para custear a própria permanência no sistema penitenciário.

“A pena mínima vai ser de 8 anos para vagabundo que rouba, que assalta por causa do celular. E quando ficar preso, e vai ficar preso, vai trabalhar. Vai trabalhar para pagar a sua estadia”, declarou o senador.

Críticas ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes

Subindo o tom contra o Poder Judiciário, Flávio Bolsonaro criticou as recentes decisões judiciais direcionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador classificou as medidas cautelares impostas a seu pai como uma extrapolação dos limites constitucionais.

Durante a entrevista, o postulante ao Planalto criticou em especial a atuação do ministro Alexandre de Moraes e comparou as restrições a manifestações políticas a mecanismos autoritários de períodos de exceção, citando o Ato Institucional Número Cinco (AI-5). A entrevista na íntegra pode ser conferida no Youtube.

Repercussão nas redes

Após a exibição da entrevista, a caixa de comentários do programa no YouTube registrou forte reação negativa dos espectadores. Grande parte das manifestações criticou a falta de apresentação de propostas concretas e a postura do pré-candidato frente às perguntas da bancada, com usuários apontando desvios nos temas econômicos e pouca clareza em planos de governo.

A repercussão do desempenho também impulsionou menções desfavoráveis e declarações de migração de apoio a outros nomes do cenário eleitoral, além de comentários sobre sua ausência em debates agendados.

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