O advogado-geral da União, Jorge Messias, tornou-se o principal articulador nos bastidores para amenizar a tensão instalada entre a cúpula da Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF). O impasse envolve apurações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi revelada em apuração da analista de Política Clarissa Oliveira, ao Live CNN, nesta sexta-feira (7).
A escolha de Messias para conduzir as conversas de pacificação reflete sua capacidade de transitar entre diferentes grupos do cenário político e jurídico. O chefe da AGU mantém diálogo fluido tanto com setores do Partido dos Trabalhadores e a direção-geral da Polícia Federal quanto com o ministro do STF André Mendonça.
A proximidade entre Messias e Mendonça vem de longa data, inclusive com o magistrado tendo atuado como um dos entusiastas de seu nome para uma eventual vaga na Corte.
As movimentações de bastidor ganharam tração após críticas internas no próprio governo e no campo petista direcionadas à condução do caso pela Polícia Federal. Em conversas reservadas, integrantes do grupo chegaram a comparar a postura de André Mendonça à do ministro Alexandre de Moraes, demonstrando incômodo com os desdobramentos das apurações.
Embora o encontro formal para tentar alinhar os ponteiros e arrefecer os ânimos tenha sido sediado pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o comando direto das negociações segue centralizado na figura de Messias. Aliados avaliam que o sucesso na mediação de um conflito dessa magnitude fortalece a imagem do advogado-geral perante o Planalto e o Judiciário.
A leitura nos bastidores é de que o presidente Lula não descartou a indicação de Messias ao STF em um momento oportuno, embora qualquer movimentação oficial deva ocorrer apenas após o período eleitoral.














