Gás a preço justo: sindicato vende botijão a R$ 50 reais no RS

Objetivo do Sindicato dos Petroleiros foi alertar a população de que a Petrobras pode sim praticar preço mais justo no gás de cozinha.

A Petrobras faz o reajuste do botijão de gás quase mensalmente desde maio do ano pasado. Nos últimos 12 meses, até setembro, ficou 34,67% mais caro, e o novo aumento de 7,2% a partir deste fim de semana vai encarecer ainda mais o produto para o consumidor.

No município de Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, uma ação denominada “Gás a preço justo” do Sindicato dos Petroleiros vendeu 100 botijões a R$ 50 em um drive-thru neste sábado (9).

Eles compraram o gás do fornecedor por R$ 90 e subsidiaram a diferença de R$ 40 para poder cobrar um valor mais baixo. O valor foi subsidiado pelo sindicato a partir de doações e mensalidades de associados. 

“A gente tem uma leitura de que o valor do produto disponibilizado para a população pode ser menor do que é praticado hoje. A Petrobras, como já fez em determinados momentos críticos da história, como em 2008, quando teve a Crise do Petróleo, praticou preços abaixo do mercado. Ainda assim, naqueles ano, apresentou lucro”, diz o presidente do Sindipetro Fernando Maia.

A iniciativa integra a campanha nacional dos sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) em comemoração ao aniversário da Petrobras, que completou 68 anos no dia 3 de outubro. 

“O objetivo é alertar a população sobre a possibilidade de a Petrobras cobrar o gás de cozinha a um preço justo para a população”, afirma o presidente do Sindipetro/RS.

A Petrobras sustenta que fez esse novo reajuste do GLP após 95 dias com preços estáveis, e que durante esse período evitou repassar ao consumidor as mudanças causadas pelo preço internacional do petróleo e o dólar mais alto.

De acordo com a estatal, esses ajustes são importantes para garantir que não tenha risco de desabastecimento no mercado.