O homem que assassinou um servidor público a tiros dentro do cemitério da localidade de Marombas, em Brunópolis, no Meio-Oeste catarinense, foi condenado a 19 anos e seis meses de reclusão em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.
O caso foi julgado pelo Tribunal de Júri da Comarca de Campos Novos na semana retrasada, com base na denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
O crime aconteceu em 1º de abril de 2024 e chocou os cerca de 2.500 moradores do município. Segundo as investigações, o réu chegou de surpresa no cemitério armado com um revólver e efetuou pelo menos cinco disparos contra Ernesto Ribeiro, de 47 anos, que trabalhava na construção de um jazigo e não teve chance de defesa. Os tiros atingiram cabeça, costas, braço direito e pernas, causando traumatismo craniano.
Durante o julgamento, o Promotor de Justiça Alexandre Penzo Betti Neto destacou a gravidade do caso:
“O crime causou profundo abalo na comunidade. A vítima foi surpreendida enquanto trabalhava, sem qualquer possibilidade de defesa. A sociedade de Brunópolis não pode admitir tamanha violência contra a vida sem uma resposta firme, justa e exemplar do sistema de Justiça”.
A denúncia do MPSC foi acolhida integralmente pelos jurados, que reconheceram o motivo torpe (vingança) e o recurso que dificultou a defesa da vítima (surpresa) como qualificadoras.






