O que começou como um possível furto de veículo na tarde da última quinta-feira (19) terminou em uma história curiosa no Planalto Norte catarinense. Uma mulher de 65 anos saiu de um restaurante em Mafra conduzindo um Jeep Compass idêntico ao dela, pertencente a Alessandro Lemos de Souza, de 39 anos. O engano só foi totalmente esclarecido quando a motorista já estava em São Bento do Sul, a cerca de 60 km de distância do ponto de origem.
O mal-entendido foi facilitado pela tecnologia: ambos os carros possuem sistema de abertura por aproximação e partida por botão. Como o proprietário havia deixado a chave dentro do veículo, a mulher conseguiu ligar o motor e partir sem dificuldades.
“Quando ela saiu do restaurante, ela pegou e apertou a chave dela para abrir o carro dela. Mas, no caso, o meu estava aberto. Ela achou que tinha aberto o dela e entrou no meu. E o dela ficou aberto, porque ela o destravou”, explicou Alessandro.
A “Falsa” suspeita de furto
A situação ganhou contornos ainda mais estranhos quando a mulher, ao passar por Rio Negrinho, notou que alguns de seus pertences não estavam no interior do veículo. Sem perceber que estava no carro errado, ela acreditou ter sido vítima de um furto e estava a caminho da delegacia para registrar a ocorrência — sem saber que, naquele momento, a polícia de Mafra já a procurava como “autora” de um equívoco.
“Ela estava indo na delegacia achando que tinham roubado as coisas dentro do carro dela. Foi uma situação bem estranha, bem engraçada até, porque ela sentiu falta e estava indo achando que tinham roubado as coisas dentro do carro dela, sendo que ela estava com o meu carro”, comentou.
O veículo da mulher permaneceu estacionado em frente ao restaurante em Mafra, destravado. Foi através dos documentos deixados na bolsa dentro do carro dela que a Polícia Militar conseguiu identificá-la e realizar o contato. Após o susto, a motorista retornou para desfazer a troca, e o caso foi encerrado pela PM como uma confusão sem intenção criminosa.


















