Uma decisão histórica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abre um novo capítulo no tratamento de doenças neurodegenerativas no Brasil. Foi aprovado o registro do Leqembi (lecanemabe), o primeiro medicamento no país comprovadamente capaz de retardar o declínio cognitivo em pacientes com diagnóstico precoce de Alzheimer.
Como o medicamento age?
O diferencial do Leqembi é o uso de um anticorpo que ataca as placas beta-amiloides. Essas placas são proteínas que se acumulam no cérebro de pessoas com Alzheimer e são consideradas as principais responsáveis pela morte dos neurônios.
Diferente de tratamentos anteriores, o lecanemabe foca em “limpar” essas placas, ajudando a preservar a memória e a funcionalidade do paciente por mais tempo. O tratamento é administrado via infusão intravenosa (soro).
Resultados do Estudo
A aprovação foi baseada em um estudo robusto com 1.795 pessoas. Durante 18 meses, os pesquisadores utilizaram a escala CDR-SB (que mede a gravidade da demência) e constataram que:
- Os pacientes que usaram o Leqembi tiveram um declínio significativamente menor nas funções cognitivas em comparação aos que receberam placebo.
- O remédio mostrou eficácia em preservar a autonomia dos pacientes para atividades da vida diária.
Quem pode usar?
A indicação é específica para pacientes na fase inicial da doença (comprometimento cognitivo leve ou demência leve). O diagnóstico preciso, comprovando a presença das placas beta-amiloides, é fundamental para o início do tratamento.























