IVAÍ (PR) – A Polícia Civil do Paraná finalizou o inquérito sobre a morte da irmã Nadia Gavasnki, ocorrida no último sábado (21) no convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada. O laudo pericial, divulgado nesta sexta-feira (27), foi determinante para agravar as acusações: além da asfixia mecânica, foram constatadas lesões severas que comprovam a prática de violência sexual.
O agressor, que pulou o muro do local em plena luz do dia, foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio.
Segundo o delegado Hugo Santos Fonseca, provas técnicas como imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado refutaram a tentativa do homem de minimizar os atos.
Em depoimento, o suspeito admitiu ter empurrado e sufocado a idosa para silenciar seus gritos, alegando que agiu sob o comando de “vozes” após uma madrugada de uso de entorpecentes. Ele negou a intenção de roubo, afirmando que invadiu o convento com o propósito deliberado de cometer um assassinato.
Cronologia do crime e captura:
A invasão: O homem pulou o muro do convento por volta das 13h30. Ao ser questionado pela freira, mentiu dizendo que estava lá para trabalhar. Diante da desconfiança da vítima, ele a empurrou e iniciou o processo de asfixia quando ela tentou pedir socorro.
A prisão: Localizado em sua residência logo após o crime, o suspeito ainda tentou fugir e agredir os policiais antes de ser contido e confessar parte das agressões. O caso agora está nas mãos do Ministério Público (MP-PR) para o oferecimento da denúncia à Justiça.
Homem foi solto da prisão dois meses antes do crime
De acordo com a investigação, o investigado foi preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025 e, dois dias depois, colocado em liberdade provisória.
Conforme o delegado Hugo Fonseca, ele tem passagens pela polícia desde 2024 por crimes como roubo, furto e violência doméstica.
Quem é a vítima
Nadia Gavasnki tinha 82 anos e vivia no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada. Ingressou na congregação em 1971, aos 27 anos, e dedicou 55 anos à vida religiosa.








