ECONOMIA – As instituições financeiras revisaram para cima as expectativas de inflação para este ano, passando de 4,17% para 4,31%. O principal combustível para essa revisão é o conflito no Oriente Médio, que impacta o preço das commodities e gera incerteza no mercado global.
A meta central de inflação é de 3%, com um limite de tolerância que vai até 4,5%. Com a projeção atual em 4,31%, o Brasil se aproxima perigosamente do teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para tentar conter essa alta, o Banco Central utiliza a Taxa Selic. Na última reunião, o Copom reduziu os juros em apenas 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 14,75% ao ano. Antes do agravamento das tensões entre Irã e Israel, a expectativa do mercado era de um corte mais agressivo, de 0,5 ponto.
PIB e crescimento econômico
Apesar da pressão inflacionária, a estimativa para o crescimento da economia brasileira (PIB) em 2026 teve um leve ajuste positivo, passando de 1,84% para 1,85%. O país vem de uma sequência de cinco anos de crescimento, tendo fechado 2025 com uma expansão de 2,3%, impulsionada principalmente pelo setor agropecuário.
Dólar e Câmbio
A moeda norte-americana também segue em patamares elevados. A previsão do mercado para o fechamento deste ano é de que o dólar fique cotado em R$ 5,40. A alta da moeda estrangeira é um dos fatores que mais pressionam os preços internos, já que encarece insumos importados e combustíveis.

















