tres_barras

Tribunal do Júri de Canoinhas condena dupla por emboscada e assassinato de jovem em conveniência

Avatar photo
Réus foram condenados pelo assassinato de João Marcelo Gontareck. A vítima foi morta com cinco tiros na cabeça após ser atraída para um falso acordo de paz.

LEIA TAMBÉM

Em sessão realizada nesta quinta-feira (23), o Tribunal do Júri da Comarca de Canoinhas condenou dois homens pelo assassinato de João Marcelo Gontareck, de 26 anos. O crime ocorreu em 13 de abril de 2025, em frente a uma conveniência localizada na Estrada Dona Francisca, nas proximidades do trevo do bairro Piedade.

Acolhendo de forma integral as teses da 4ª Promotoria de Justiça, representada pelo Promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos, o conselho de sentença reconheceu a prática de homicídio qualificado pela traição e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além do crime conexo de fraude processual.

As penas foram fixadas da seguinte forma:

  • Felipe Leite Sampaio (executor dos disparos): Condenado a 21 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão;
  • Igor Danrlei Correa de Lima (planejador e articulador da emboscada): Condenado a 20 anos de reclusão por homicídio qualificado e 3 meses de detenção por fraude processual.

Ambos os réus cumprirão as penas em regime inicial fechado, sem o direito de recorrer em liberdade. A sentença fixou ainda a reparação mínima de R$ 60 mil a título de indenização aos familiares da vítima.

A falsa promessa de paz e a fraude processual

Segundo o Ministério Público, o crime foi motivado por desavenças anteriores entre Igor Danrlei e a vítima. Para atrair João Marcelo até o local, o réu simulou a intenção de encerrar os conflitos e selar um acordo de paz. Buscando garantir a confiança da vítima, Igor chegou a enviar um vídeo mostrando a própria cintura para provar que estava desarmado.

Contudo, ao chegar em frente ao estabelecimento, João Marcelo foi surpreendido por Felipe Leite Sampaio, que disparou 5 vezes contra a região da cabeça da vítima, provocando traumatismo cranioencefálico grave e morte instantânea.

Após a execução, Igor tentou ocultar as provas: escondeu seu próprio telefone e apagou as conversas registradas no aplicativo de mensagens onde combinara o encontro. A farsa foi desmantelada porque o celular da vítima permaneceu intacto no interior do veículo, permitindo à perícia extrair o histórico completo dos diálogos.

O Promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos ressaltou o papel da decisão para a comunidade:

“A condenação reflete a resposta firme da sociedade de Canoinhas contra um crime marcado pela dissimulação. A vítima foi atraída para uma emboscada sob a falsa promessa de paz, acreditando estar segura, e foi executada à queima-roupa sem qualquer chance de defesa. A frieza dos réus, evidenciada pela premeditação, dinâmica dos disparos e tentativa de apagar provas para enganar a Justiça, encontrou um basta na soberania dos jurados. O Tribunal do Júri reconheceu a gravidade dos fatos e fez verdadeira justiça”, pontuou o Promotor.

Este foi o segundo julgamento de homicídio realizado esta semana no Fórum da Comarca. Na última quarta-feira (22), André Cardoso Alves Machado foi condenado a 20 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado contra Assis Dias Ribeiro.

Notícia Anterior

HERANÇA CULTURAL
Itaiópolis agora é oficialmente a capital catarinense das culturas polonesa e ucraniana

Próxima Notícia

ATAQUE EM VIA PÚBLICA
Tutor de três pitbulls é condenado a pagar R$ 7,5 mil a vítima em Itaiópolis

VOCÊ VIU?