Bolsonaro volta a afirmar que vacina contra Covid será gratuita e não obrigatória

Foto: Redes Sociais/Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (7), em suas redes sociais, que o Governo Federal vai oferecer vacina contra a covid-19 para toda a população de forma gratuita e não obrigatória.

\”Havendo certificação da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] (orientações científicas e preceitos legais), o governo ofertará a vacina a todos, gratuita e não obrigatória\”, escreveu em sua conta no Twitter.

Bolsonaro, que se reuniu mais cedo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou ainda que os recursos para a aquisição dos imunizantes estão garantidos.

\”Não faltarão recursos para que todos sejam atendidos\”, afirmou.

O presidente já havia anunciado, em live no último dia 26 de novembro, que a vacina será gratuita para todos:

\”Se for certificado pela Anvisa, o governo federal vai comprar esse material e colocar à disposição da população de forma gratuita e voluntária\”, declarou Bolsonaro. \”Eu digo para vocês, eu não vou tomar, é um direito meu.\”

Bolsonaro ainda definiu quem defende a vacinação obrigatória como um \”ditador\” que \”está a fim de fazer negócio com a vida dos outros\”, em referência a João Doria, governador de São Paulo.

Em São Paulo, o governador divulgou um plano estadual de vacinação contra a covid-19 a partir de 25 de janeiro, começando por idosos e trabalhadores da saúde, contudo o imunizante ainda não tem registro na Anvisa, etapa prévia necessária para que a dose seja usada na população.
Também nesta segunda, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Poder Legislativo definirá uma estratégia de vacinação com ou sem a participação do governo.

\”As pessoas vão começar a entrar em pânico se o Brasil ficar para trás nessa questão de ter um plano, uma estratégia clara e objetiva. É bom que isso seja feito com o governo. Eu disse já ao presidente Bolsonaro. Mas nós vamos avançar de qualquer jeito, até porque o Supremo também vai avançar. E acho que o melhor caminho é que se faça de maneira integrada entre Executivo, Legislativo e, depois, a decisão final do Supremo\”, afirmou Maia.

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