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Porto União: Filho preso por enterrar casal de idosos no quintal de casa é condenado a 60 anos

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O acusado de matar e enterrar o pai e a madrasta no quintal de casa com um trator em Porto União, no Norte de Santa Catarina, foi condenado, em julgamento nesta sexta-feira (12), a 60 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, em regime inicialmente fechado. Marcelo Lenner, de 40 anos, recebeu penas por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

Uma hora antes dos corpos serem encontrados, Marcelo Lenner chegou a postar em suas redes sociais as fotos de seus pais desaparecidos — Foto: Rede Social de Marcelo Lenner

Ivo Romano, 63 anos, e Rita Zanelle, 68, ficaram desaparecidos entre 22 a 26 de outubro do ano passado. Eles foram encontrados por parentes, enterrados a cerca de 400 metros da casa deles.

Local onde vítimas foram enterradas fica a 400 metros da casa onde moravam — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

O crime aconteceu na localidade de Colônia Cerne, zona rural de Porto União. De acordo com a denúncia, o réu invadiu a casa do pai e, sem que o mesmo e sua companheira pudessem esboçar qualquer reação, atirou diversas vezes nas vítimas. Antes de fugir, escondeu os corpos no terreno da casa e roubou cartões bancários, com os quais realizou saques em agências da cidade.

Familiares e vizinhos encontraram os corpos enterrados na área de plantio da propriedade, após irem até a casa do casal para verificar o motivo de terem sumido e encontrarem vestígios de sangue no banheiro. Os corpos estavam enrolados em sacos plásticos e apresentavam marcas de violência, segundo a PM.

Dias antes, vizinhos estranharam ao ver que Marcelo pegou um trator Valtra e começou gradiar a terra atrás da propriedade, e inclusive viram ele
com um implemento (pá) algo incomum. A ação levantou suspeita de testemunhas porque estava fora da época de plantio.

Quando foi preso, a polícia encontrou com ele uma mochila com documentos, mais de R$ 3 mil reais em espécie, e uma passagem de ônibus para São Paulo para aquele mesmo dia.

Segundo a PM, Marcelo não tinha passagens policiais. Nas redes sociais ele se apresentava como pai de santo (Pai Marcelo de Oyá) motorista de bitrem e personal trainer.

Após a condenação, Marcelo Lerner voltou ao presídio. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade.

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