O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União as novas regras para o preço dos medicamentos no Brasil. O aumento não é linear e nem obrigatório, servindo como um “teto” que as farmácias e laboratórios podem aplicar.
Entenda as faixas de aumento
O reajuste é dividido em três níveis, baseados na quantidade de genéricos e concorrentes que cada fórmula possui:
- Nível 1 (Até 3,81%): Medicamentos com alta concorrência. Ironicamente, os remédios com mais opções no mercado (como os de hipertensão, colesterol e diabetes) têm o teto de aumento maior para permitir a competitividade.
- Nível 2 (Até 2,47%): Medicamentos com concorrência intermediária, como alguns antidepressivos mais modernos.
- Nível 3 (Até 1,13%): Medicamentos com baixa concorrência ou tecnologia complexa, como insulinas de ação prolongada.
O aumento é imediato?
Não necessariamente. As farmacêuticas e drogarias possuem liberdade para decidir se repassam o valor integral, se aplicam o aumento de forma gradual ou se mantêm os preços atuais como estratégia de fidelização.
Para quem faz uso contínuo de remédios para doenças crônicas (como Losartana, Enalapril ou Metformina), a recomendação é pesquisar, já que a ampla oferta de genéricos e os programas de fidelidade das redes de farmácias costumam oferecer descontos que podem anular o impacto do reajuste.


















