Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou as guarnições da Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (28), no município de Ipumirim, na região do Meio-Oeste catarinense. A ação policial resultou na condução de um adolescente de 17 anos após o registro de crimes de ameaça e dano dentro do ambiente familiar.
Os policiais militares foram acionados para se deslocar até a residência da família, onde encontraram a proprietária do imóvel em estado de choque. Aos agentes, a mulher relatou que o filho chegou há pouco tempo do estado do Maranhão para residir com ela em Santa Catarina e que o jovem já vinha apresentando episódios de comportamento agressivo em ocasiões recentes.
Surto, quebra-quebra e ameaças
De acordo com o depoimento da mãe, o estopim para a violência ocorreu após o menor de idade fazer o uso compartilhado de bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes. Sob o efeito dos produtos, o rapaz perdeu o controle emocional e passou a quebrar de forma violenta diversos móveis e objetos de utilidade doméstica no interior da residência.
Além dos danos ao patrimônio da mãe, o adolescente passou a proferir ameaças explícitas de morte contra ela, gerando um ambiente de intenso pânico.
Durante os procedimentos de contenção e atendimento na cena, os policiais militares realizaram a abordagem ao adolescente. Questionado sobre os fatos, o jovem confirmou ter se envolvido em uma forte discussão com a mãe e alegou aos policiais que estava passando por um momento de severo abalo emocional devido a problemas de relacionamento e dinâmicas familiares.
Com a autorização expressa da responsável legal, a guarnição realizou uma busca minuciosa nos cômodos da casa, com ênfase no quarto ocupado pelo jovem, com o objetivo de localizar possíveis armas ou estoques de drogas. No entanto, nenhum material ilícito ou de origem duvidosa foi encontrado durante a varredura.
Diante da gravidade das agressões verbais e da destruição dos bens materiais, a Polícia Militar deu voz de apreensão ao adolescente pelo ato infracional análogo aos crimes de ameaça e dano qualificado.
Ambos os envolvidos foram conduzidos pela viatura oficial até a Delegacia de Polícia Civil para a realização dos procedimentos cabíveis, o acionamento do Conselho Tutelar e a lavratura do auto de apuração de ato infracional no contexto da Lei Maria da Penha.

















