CPI da Covid vai ouvir médicos favoráveis a ‘tratamento precoce’

Dois médicos infectologistas serão ouvidos nesta sexta,18.

AGÊNCIA SENADO – Quatorze requerimentos de transferência de sigilo, convocação e pedidos de informação estão na pauta da CPI da Pandemia nesta sexta-feira (18), entre eles os pedidos de diligência para que o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que prestou depoimento nessa quarta-feira (16) ao colegiado, seja ouvido em reunião reservada.

Os parlamentares ouvirão ainda os médicos Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves.

Zimerman é médico infectologista e ex-presidente da Associação Gaúcha de Profissionais em Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar. Ele afirma em vídeo que medicamentos para o “tratamento precoce” da covid-19, como ivermectina e hidroxicloroquina, já têm eficácia comprovada.

Alves é especialista em Infectologia pelo Instituto Emílio Ribas e diretor-presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP) e é apontado como um dos coautores da nota informativa do Ministério da Saúde que dava orientações para o “tratamento precoce” da covid-19. 

A Associação Médica Brasileira (AMB) já divulgou boletim que condena, entre outros pontos, o uso de remédios sem eficácia contra a Covid-19. 

“Reafirmamos que, infelizmente, medicações como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica comprovada de benefício no tratamento ou prevenção da COVID-19, quer seja na prevenção, na fase inicial ou nas fases avançadas dessa doença, sendo que, portanto, a utilização desses fármacos deve ser banida”, diz o texto.

Zimerman foi convidado a partir de requerimentos dos senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Marcos Rogério (DEM-RO). Já Alves teve convite solicitado por Jorginho Mello (PL-SC), Ciro Nogueira (PP-PI) e Heinze.

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