A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada nesta quarta-feira (11), confirma a polarização do cenário eleitoral entre o atual presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Pela primeira vez, o levantamento não incluiu o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, consolidando Flávio como o herdeiro dos votos da direita.
Lula lidera em todos os sete cenários testados, variando entre 35% e 39% das intenções de voto. Já Flávio Bolsonaro aparece consolidado na segunda posição, flutuando entre 29% e 33%. A distância entre os dois varia de quatro a oito pontos percentuais, dependendo dos demais candidatos no cenário.
Ascensão da oposição e a Terceira Via
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, Flávio cresceu oito pontos desde dezembro, capturando o eleitor bolsonarista e a direita não-bolsonarista. Enquanto isso, nomes da chamada “Terceira Via” ainda buscam tração:
- Ratinho Júnior (PSD): Oscilou negativamente, saindo de 13% para 7% (chegando a 8% em seu melhor cenário).
- Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Leite (PSDB): Registram 4% cada.
- Contexto: O levantamento também marca a primeira leitura após a ida de Caiado para o PSD, partido que agora abriga dois fortes governadores como potenciais candidatos.
Dados técnicos: A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos e o nível de confiança é de 95%.
“Opala velhão”: Flávio Bolsonaro ironiza Lula após números da pesquisa Quaest
O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu com ironia aos dados da pesquisa Quaest divulgados hoje. Durante um evento com transmissão ao vivo, o parlamentar utilizou uma metáfora automotiva para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comparando o atual mandatário a um “Opala velhão”.
— Lula é um produto vencido. Se comparar a um carro, é aquele Opala velhão, com marcha, câmbio manual. Já foi bonito, mas hoje não te leva para lugar nenhum — disparou o senador.
A fala ocorreu no contexto da análise dos novos cenários eleitorais para 2026, que mostram Flávio consolidado como o principal nome da oposição e reduzindo a distância para Lula em simulações de segundo turno. Para o senador, os números refletem um desgaste da imagem do governo atual frente ao eleitorado.















