Queiroga nega informação de retirada da CoronaVac do Programa Nacional de Imunizações

Ministro também reconheceu que até agora o Brasil ‘testou pouco’ e prometeu aumento na testagem da população.

AGÊNCIA SENADO – Senadores cobraram do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um cronograma para a vacinação de toda a população adulta contra a covid-19, em reunião da Comissão Temporária Covid-19 nesta segunda-feira (21). No sábado (19), o Brasil ultrapassou meio milhão de mortos pela doença.

Queiroga não forneceu um cronograma detalhado, alegando depender de informações dos laboratórios produtores, mas previu que até setembro toda a população brasileira acima de 18 anos terá recebido uma dose de vacina e até o fim do ano, as duas doses.

Na reunião, Queiroga negou informação veiculada na imprensa de que haveria a intenção de retirar a CoronaVac do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em razão de uma suposta eficácia menor da vacina chinesa em idosos.

“Não há nenhum tipo de mudança de estratégia do Ministério da Saúde em relação a esse imunizante. Temos tratado de maneira muito fluida com o dr. Dimas Covas [diretor do Instituto Butantan], fizemos reuniões com o embaixador da China. O que há é que ela não tem ainda o registro definitivo da Anvisa. Isso não se deve a nenhum tipo de ação do ministério. Como esse assunto é de grande interesse, há uma série de comentários nas mídias, mas o fato é que essa vacina tem sido útil. Essa é a posição oficial do Ministério da Saúde até que exista algum dado científico que faça com que tenhamos uma posição diversa”.

Janssen

Queiroga anunciou a chegada nesta terça (22), no aeroporto de Guarulhos (SP), do primeiro lote de 1,5 milhão de vacinas da Janssen, que imunizam em dose única. Será o quarto tipo utilizado no PNI, depois das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer.

O ministro também prometeu o aumento da testagem da população, reconhecendo que até agora o Brasil “testou pouco”.

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