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Prefeitura de Canoinhas cobra critérios mais justos na classificação do tabaco

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Visitas técnicas cobraram critérios justos na classificação do tabaco; rigor excessivo das empresas em ano de safra cheia motiva ação da Secretaria de Desenvolvimento Rural.

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A Prefeitura de Canoinhas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), realizou uma série de visitas técnicas a empresas fumageiras que operam na microrregião de Canoinhas. A iniciativa surgiu após a pasta receber inúmeras reclamações de agricultores locais sobre a desvalorização do produto e o rigor excessivo na classificação durante a comercialização desta safra.

As visitas foram realizadas pelo secretário de desenvolvimento rural de Canoinhas, Gildo Stoker, acompanhado do gestor da Divisão de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) da Cidasc, Thiago dos Santos Borghezan, e da gestora do Departamento Regional da Cidasc de Canoinhas, Maritza Martins Mansani. O objetivo foi verificar a atual comercialização de tabaco na região.

“O tabaco é o sustento de muitas famílias canoinhenses, não podemos permitir que a ponta mais fraca dessa corda seja prejudicada”, afirma a prefeita Zenilda Lemos. Segundo ela, a prefeitura buscou a orientação técnica para garantir que o trabalho do fumicultor seja valorizado e que as empresas respeitem o equilíbrio necessário para manter a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva.

Durante as visitas, a equipe avaliou a aplicação da Instrução Normativa n.º 10/2007 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece os padrões de identidade e qualidade para o tabaco. O cenário encontrado aponta que, por ser um ano de safra cheia, as empresas voltaram a comprar rigorosamente “na classe”, ao contrário de anos anteriores, quando a alta demanda permitia preços acima da tabela.

“O que constatamos é uma compra com valores muito próximos ao limite da portaria, o que gera frustração, pois, para a empresa, o tabaco é visto de uma forma, mas para o produtor e para o custo de produção, a realidade é outra”, afirma o secretário Gildo Stoker. Ele explicou que as empresas foram orientadas a preservar o custo de produção do agricultor, especialmente diante de um cenário desafiador com o retorno do El Niño, o alto preço dos insumos e as incertezas econômicas.

Ainda segundo Stoker, as fumageiras visitadas sinalizaram que estarão atentas aos critérios de valorização, e os órgãos envolvidos no setor demonstraram atenção ao acompanhamento. “Caso necessário, estaremos presentes in loco para esse acompanhamento”, conclui o secretário.

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