O soldado da Polícia Militar do Ceará, Caio Filizola de Paiva, de 36 anos, preso em flagrante por atirar e matar uma mulher em um posto de combustível na cidade de Cariré (CE) na madrugada desta segunda-feira (6), foi posto em liberdade no fim da manhã após passar por audiência de custódia.
A vítima, Luena Rocha Melo, de 33 anos, foi morta com um tiro no pescoço após uma discussão na loja de conveniência do estabelecimento.
A decisão de conceder a liberdade provisória foi do juiz João Gabriel Amanso da Conceição, do 5º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias de Sobral. O magistrado negou o pedido do Ministério Público do Ceará (MP-CE), que solicitava a conversão da prisão em flagrante em preventiva.
O juiz justificou a soltura pelo fato de o policial ser réu primário e pela necessidade de uma “pormenorização de fatos pontuais” sobre o caso antes de manter o acusado encarcerado.
Vítima foi baleada após desentendimento
De acordo com relatos de testemunhas, o policial militar estava bebendo na conveniência do posto quando se desentendeu com Luena, que estava acompanhada do namorado e de amigos. A motivação exata da briga ainda é desconhecida pelas autoridades, mas testemunhas apontam que, em meio à discussão, Caio sacou a arma e disparou contra a mulher.
Em depoimento à polícia, o companheiro de Luena revelou que o soldado já era conhecido do casal e que o PM já havia agredido a vítima em uma ocasião anterior, cujo período não foi especificado. Luena não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do crime.
Sinais de embriaguez e internação
Os policiais militares que atenderam a ocorrência e prenderam o colega de farda em flagrante relataram que Caio apresentava “nítidos sinais de embriaguez” no momento da abordagem.
Durante o trajeto até a delegacia, o soldado passou mal e precisou ser escoltado a um hospital da região para receber atendimento médico antes de ser apresentado à Justiça.
Durante a audiência de custódia, o soldado informou ao magistrado que é dependente de bebidas alcoólicas. Caio ingressou nos quadros da Polícia Militar do Ceará em junho de 2018 e atualmente está lotado no Batalhão de Sobral.
Procurada para se manifestar sobre as acusações de homicídio, a defesa do policial preferiu não comentar o teor do caso e informou que só irá se pronunciar nos autos do processo.
















