Lá se vai o 3º Ministro da Educação: Decotelli pede demissão cinco dias após nomeação

Charge de Zé Dassilva publicada no DC faz alusão ao polêmico currículo do professor.

O governo publicou em edição da madrugada desta quarta-feira (1º) do \”Diário Oficial da União\” o ato que tornou sem efeito a nomeação do professor Carlos Alberto Decotelli para ministro da Educação.

Decotelli permaneceu no cargo por cinco dias e não chegou sequer a tomar posse. Ele pediu demissão ontem (30).

O \”Diário Oficial\” publicou a nomeação na última quinta-feira (25). Mas depois que instituições de ensino contestaram títulos que Carlos Alberto Decotelli incluiu em seu currículo, a permanência do ministro se tornou insustentável.

As três principais polêmicas sobre a formação acadêmica de Decotelli são as seguintes:

  • declaração de um título de doutorado na Argentina, que não foi obtido;
  • denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV);
  • pós-doutorado na Alemanha, não realizado
Na segunda-feira, ele foi chamado ao Palácio do Planalto para dar explicações ao presidente Jair Bolsonaro. Nesta terça, voltou ao Planalto para entregar ao presidente a carta de demissão.

A partir desta quarta-feira, Bolsonaro definirá o substituto de Decotelli. Será o quarto ministro da Educação em um ano e meio de governo.

O primeiro, Ricardo Vélez Rodríguez, permaneceu pouco mais de três meses no posto; o segundo, Abraham Weintraub, 14 meses; e Decotelli, cinco dias.
Total
0
Shares