tres_barras

Laudo do cão Orelha aponta doença degenerativa na coluna e infecções antes de morrer

Avatar photo
Exumação revelou infecção maxilar e doença crônica; perícia descartou uso de prego, mas afirma que trauma craniano sem fratura pode ser letal.

LEIA TAMBÉM

FLORIANÓPOLIS – O mistério sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida no início de janeiro na Praia Brava, ganhou novos elementos técnicos nesta semana. O laudo pericial da Polícia Científica, obtido com exclusividade pela NSC TV, revelou que o animal sofria de doenças degenerativas crônicas, mas concluiu que não é possível determinar com exatidão a causa do óbito devido ao estado avançado de decomposição do corpo no momento da exumação.

A análise detalhada do esqueleto de Orelha, que vivia há cerca de 10 anos na região, identificou uma osteomielite (infecção óssea) na região maxilar esquerda e uma espondilose deformante na coluna vertebral — condição comum em cães idosos.

Segundo os peritos, o processo infeccioso era crônico e não possui relação com os traumas recentes relatados por testemunhas, já que a infecção levaria muito mais do que um dia (tempo entre a agressão e a morte) para atingir o osso daquela forma.

Pontos chave do Laudo Pericial:

Limitação da análise: Como a exumação ocorreu mais de um mês após a morte (11 de fevereiro), o cão já estava em fase de esqueletização, impedindo a análise de órgãos e tecidos que poderiam confirmar uma hemorragia ou lesão interna.

Sem fraturas por ação humana: O exame minucioso dos ossos não encontrou quebras ou lesões esqueléticas causadas diretamente por mãos humanas.

Hipótese do prego descartada: A perícia foi enfática ao dizer que não há vestígios de que um prego tenha sido cravado na cabeça do animal. “A penetração de um prego deixaria uma fratura circular no crânio, o que não se verificou”, diz o texto.

Trauma sem fratura: O laudo ressalta que a ausência de ossos quebrados não anula a possibilidade de agressão. A literatura veterinária confirma que traumas cranianos por instrumentos contundentes podem ser fatais mesmo sem romper o osso, levando a óbito por lesões em tecidos moles (cérebro/órgãos).

Notícia Anterior

INCLUSÃO
Canoinhas abre inscrições para o 2º Seminário Regional sobre Autismo (TEA)

Próxima Notícia

INTERNACIONAL
Senado da Argentina aprova redução da maioridade penal para 14 anos

VOCÊ VIU?