telemedicina

MP recorre contra absolvição de mãe que matou homem após flagrante de estupro de vulnerável

Avatar photo
Júri Popular considerou mulher inocente; Promotoria alega que absolvição é incompatível com as provas de crueldade no crime.

LEIA TAMBÉM

O Ministério Público de Minas Gerais anunciou que não aceitará a decisão do Conselho de Sentença que, na última terça-feira (24), absolveu uma mulher acusada de um homicídio contra o próprio companheiro. O crime, ocorrido em março de 2025 no bairro Taquaril, teve como motivação o flagrante de um abuso sexual contra a filha da ré, uma criança de apenas 11 anos.

O Crime e a Justificativa

Segundo as investigações e a própria confissão da mulher à época, a reação ao flagrante foi planejada e violenta:

  • A Emboscada: A mãe teria colocado medicamentos na bebida do homem, de 47 anos, esperando que ele dormisse.
  • A Agressão: Com a vítima inconsciente, ela utilizou uma faca e um pedaço de madeira.
  • Crueldade: A denúncia aponta que a mulher cortou o órgão genital do homem enquanto ele ainda estava vivo e, posteriormente, ateou fogo ao corpo em uma área de mata.

O Conflito Jurídico

Embora os jurados (cidadãos comuns) tenham optado pela absolvição — possivelmente sensibilizados pelo forte apelo emocional da proteção à filha —, a Promotoria sustenta que a decisão ignora as provas técnicas do processo.

Para o MP, o método utilizado (mutilação e fogo) extrapola qualquer excludente de ilicitude. Se o Tribunal de Justiça aceitar o recurso, o primeiro julgamento será anulado e a mulher deverá enfrentar um novo júri popular.

Por outro lado, a defesa sustenta que a ação foi uma resposta desesperada de uma mãe diante de uma agressão imperdoável contra sua criança.

Notícia Anterior

PREVISÃO DO TEMPO
Onda de calor mantém temperaturas acima dos 32°C no fim de semana

VOCÊ VIU?