O homem de 24 anos, detido por suspeita de matar sua companheira, Maria Eduarda Salvaro, de 21 anos, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva na tarde deste sábado (20). A decisão foi tomada pelo Poder Judiciário após requerimento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), formulado pelo promotor de justiça plantonista Felipe Luz.
A manutenção da custódia cautelar foi fundamentada na necessidade de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Segundo o MPSC, os elementos colhidos até o momento apontam para um crime de feminicídio consumado, perpetrado por asfixia. Eric Cunha mantinha um relacionamento de três anos com a vítima.
Tentativa de simulação e risco de fuga
Um dos pontos centrais da argumentação do Ministério Público para manter o investigado preso foi o modus operandi utilizado. De acordo com as investigações, o suspeito teria tentado simular uma cena de suicídio para afastar sua responsabilidade pelo crime, que ocorreu em um apartamento no bairro São Sebastião, em Criciúma.
Além disso, a promotoria reforçou que o suspeito evadiu-se do local do crime logo após o ocorrido, sendo localizado apenas em Cocal do Sul após o acionamento da Polícia Militar por familiares da vítima. A tentativa de fuga evidenciou, para as autoridades, o risco concreto de evasão caso o investigado fosse colocado em liberdade.
Entenda o caso
O corpo da jovem foi localizado na tarde de sexta-feira (19), após familiares, preocupados com mensagens recebidas, acionarem as autoridades. Relatórios da Polícia Militar indicam que o companheiro teria permanecido no apartamento por pelo menos 2 dias ao lado do corpo da vítima antes de deixar o local.
Em relato à PM, o homem informou que o casal teria combinado de atentar contra a própria vida na madrugada de quarta-feira (17). Ele afirmou que sobreviveu à tentativa e, ao perceber a morte da companheira, permaneceu no apartamento.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para confrontar as versões apresentadas pelo suspeito — incluindo a alegação de um suposto “pacto” entre o casal — com as provas periciais coletadas pela Polícia Científica. Por se tratar de um crime doloso contra a vida com pena máxima superior a quatro anos, a prisão preventiva cumpre os requisitos legais previstos no Código de Processo Penal.























