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Porto União acata recomendações do MPSC para regularizar gestão ambiental

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Promotoria identificou falhas na transparência do COMDEMA e falta de critérios no uso de recursos do FUNDEMA; Prefeitura tem 90 dias para adequar procedimentos.

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O Município de Porto União confirmou que irá acatar duas recomendações da 3ª Promotoria de Justiça para reestruturar seu Sistema Municipal de Meio Ambiente. A medida ocorre após inquéritos civis do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apontarem falhas graves na transparência, na fiscalização e na gestão de recursos destinados à preservação ambiental.

As recomendações, assinadas pelo Promotor de Justiça Tiago Prechlhak Ferraz, buscam corrigir problemas administrativos que surgiram, inclusive, após a extinção da Secretaria de Meio Ambiente do município. O objetivo é garantir que o licenciamento de atividades locais ocorra com segurança jurídica e participação da sociedade.

Transparência e Controle de Recursos

Um dos pontos críticos destacados pelo MPSC é o funcionamento do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FUNDEMA). Segundo a Promotoria:

  • O fundo não possui regulamento próprio nem critérios claros para o uso do dinheiro;
  • Foram detectadas irregularidades na destinação de recursos vindos de multas ambientais;
  • Falta controle social sobre como o dinheiro público está sendo aplicado.

Além disso, o COMDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) foi alvo de críticas pela falta de publicidade de suas atas, resoluções e calendário de reuniões, o que impede a fiscalização por parte dos cidadãos.

Novas regras para licenciamento

A prefeitura agora tem um prazo de até 90 dias para implementar mudanças práticas, que incluem:

  1. Portal da Transparência: Criação de uma área específica para o COMDEMA e publicação obrigatória de todos os pedidos e concessões de licenças ambientais no site oficial.
  2. Padronização: Adequação das leis municipais para evitar sobreposição de competências entre órgãos.
  3. Regulamentação do Fundo: Organização das receitas e definição de regras para o uso das verbas do FUNDEMA.

Para o Promotor Tiago Ferraz, o acatamento das medidas é um avanço estratégico, já que a administração municipal é quem está mais próxima dos impactos gerados pelas atividades licenciadas.

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