A 4ª Promotoria de Justiça da comarca de Canoinhas terá uma semana intensa no Tribunal do Júri. Na próxima terça (22) e quarta-feira (23), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) atuará na acusação de dois casos de homicídio qualificado que geraram grande repercussão no município no ano passado.
As duas sessões estão marcadas para iniciar às 9 horas da manhã, no fórum local.
Terça-feira (22): Assassinato a facadas em confraternização
O primeiro julgamento ocorre no dia 22 de julho e terá na acusação o Promotor de Justiça João Gonçalves de Souza Neto. No banco dos réus estará o homem acusado de matar Assis Dias Ribeiro, de 56 anos, com diversos golpes de faca.
O crime foi praticado em outubro de 2025, no interior da residência da própria vítima, onde ocorria uma confraternização, no bairro São Marcos. Segundo a denúncia do MPSC, o homicídio foi motivado por motivo fútil — decorrente de um desentendimento anterior entre os envolvidos. A Promotoria sustenta ainda a qualificadora de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que Assis foi atacado de forma súbita e brutal com estocadas nas regiões do abdômen e do tórax, sem chance de reação.
O acusado tem 23 anos e, segundo a PMSC, já possuía diversas passagens policiais por crimes como ameaça, lesão corporal, furto e receptação.
Quarta-feira (23): Execução em emboscada e fraude processual
No dia seguinte, 23 de julho, o Promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos assume a bancada da acusação no julgamento de dois réus apontados como os autores da execução de João Marcelo Gontarek, de 26 anos. O jovem foi assassinado com cinco tiros na cabeça em abril de 2025.
A peça acusatória aponta que o crime foi cometido mediante uma emboscada minuciosamente planejada pela dupla:
- A armadilha: Um dos réus fez contato com a vítima e simulou um “acordo de paz” para encerrar desavenças passadas, atraindo o jovem até o ponto de encontro.
- A execução: Assim que João Marcelo chegou ao local combinado, foi surpreendido e alvejado à queima-roupa pelo segundo réu.
Além do crime de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e emboscada), os dois homens também foram denunciados pelo MPSC por fraude processual, por terem tentado alterar a cena do crime com o objetivo de despistar as investigações policiais.

























