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Presa em Joinville, mulher que fingia ser menina de 12 anos faz 38 anos nesta quarta

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Natural do Ceará, Amanda Maria Souza de Oliveira faz aniversário nesta quarta-feira (10) no Presídio Feminino; Justiça aceitou a denúncia do MPSC e defesa aguarda exame de sanidade mental.

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A mulher de 38 anos presa sob a acusação de se passar por uma criança de 12 anos para enganar e morar com uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina, completou aniversário nesta quarta-feira (10) dentro do Presídio Feminino do município. Amanda Maria Souza de Oliveira, natural do Ceará, nasceu em 10 de junho de 1988 e agora responde formalmente na Justiça como ré pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

A denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foi aceita pelo Poder Judiciário na última terça-feira (9). Com a decisão, a investigação foi convertida em processo judicial.

Aproximação e a farsa da idade

De acordo com os relatórios da Polícia Civil, a golpista conseguiu se aproximar e se infiltrar na rotina das vítimas com a intermediação sutil de um pastor de uma igreja local de Joinville.

A linha do tempo do golpe seguiu uma estratégia de manipulação psicológica que durou 14 meses:

  • O primeiro contato: Amanda se apresentou à família utilizando o nome falso de “Gabriele”. Ela afirmou inicialmente que tinha 18 anos e que estava na cidade em busca de uma oportunidade de emprego.
  • A sensibilização: Com o passar das semanas, a mulher começou a relatar graves problemas de saúde e extrema dificuldade financeira, sensibilizando o casal.
  • A mudança na história: Após conquistar a total confiança dos moradores, Amanda alterou radicalmente o seu relato. Ela afirmou que mentira sobre a maioridade e que, na verdade, tinha apenas 11 anos, alegando ainda ter sido vítima de abusos severos no passado.

Comovidos com o relato de vulnerabilidade infantil, o casal convidou a mulher para morar em sua residência de forma definitiva. No período em que esteve abrigada no local, Amanda chegou a ganhar uma festa de aniversário de 12 anos organizada pela família enganada.

Descoberta do crime e histórico nacional

A farsa que se estendia por mais de um ano começou a desmoronar na última semana de maio. Uma tia distante das vítimas desconfiou de algumas atitudes da suposta criança e realizou buscas aprofundadas na internet. Durante a pesquisa, a familiar localizou reportagens e fotos antigas de crimes com o mesmo modus operandi cometidos por Amanda em outros estados.

A Polícia Civil foi acionada e, no dia 2 de junho, efetuou a prisão em flagrante da investigada no interior da casa das vítimas, em Joinville.

Em depoimento oficial prestado às autoridades catarinenses, Amanda confessou que aplica esse mesmo tipo de golpe há pelo menos 15 anos. Sob identidades infantis variadas, ela já havia sido acolhida por famílias desconhecidas em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além de cidades de Minas Gerais, Goiás e do Ceará.

Com a denúncia aceita, a tramitação do processo aguarda a realização de um incidente de insanidade mental, solicitado pela defesa da ré e deferido pela Justiça. O exame pericial para atestar a capacidade cognitiva e a saúde mental de Amanda será realizado pela Polícia Científica de Santa Catarina no dia 26 de junho. O laudo vai determinar se ela é penalmente imputável pelos crimes cometidos.

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